" Ela bancava a durona. Era seu jeito de lidar com o medo de perder você.
" Hora do pôr do sol, tarde fria, aquele barulhinho gostoso de chuva lá fora. Ela e ele, apenas. Livros espalhados pelo chão, assistiam um filme de romance enquanto se abraçavam. Ele brincava com o cabelo dela, ela o provocava deitada em seu peito. Estavam recobertos por um cobertor, devido ao frio intenso que nem chegava a atrapalhar pois se aqueciam com o calor do corpo. Não, não era só mais um fim de tarde comum. Risos, brincadeiras. Nada parecia estar sendo jogado fora, nem mesmo o tempo que ainda lhes sobrara. Ele pegou o violão e começou a tocar a música preferida dela. Ela de fato estava contida. Não era uma pequena paixão, era amor. Amor daqueles incondicionais, que só é visto em cinema. Ela perguntou se era para sempre. E com certeza a resposta já estava esclarecida.
" Quem quer, arruma um jeito. Quem não quer, arruma uma desculpa.
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Caio Fernando Abreu. (via
brokly)